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Hoje, 22 de maio, celebramos o Dia do Abraço — um gesto tão simples e tão poderoso que, não por acaso, ganhou data própria no calendário. Abraço é um encontro de corações… E essa data nos convida a uma pergunta: quantas vezes, no meio da correria do dia, uma porta foi aberta para você e você mal notou? Ou alguém disse “bom dia” com um sorriso genuíno, e esse gesto se perdeu entre notificações e compromissos? A gentileza é assim: discreta, quase invisível — mas profundamente transformadora para quem a dá e para quem a recebe.

Vivemos num tempo acelerado, em que a atenção é disputada por tantas coisas ao mesmo tempo. E nessa velocidade toda, é fácil passar pelo outro sem realmente vê-lo. Passamos pelos corredores da escola, pelas ruas da cidade, pelos espaços da nossa vida — e nem sempre nos perguntamos: como está a pessoa ao meu lado?

Gentileza é a escolha de enxergar o outro — e de agir a partir disso.”

A escola é um dos lugares mais ricos para esse exercício. Aqui, convivemos com diferenças todo dia: de opinião, de jeito de ser, de história de vida. E é exatamente nessa convivência que a gentileza ganha sentido real — não como regra de etiqueta, mas como postura diante do mundo.

Um “parabéns” sincero, ajudar um colega que está perdido numa matéria, ouvir de verdade quando alguém fala, não rir do erro alheio — esses gestos parecem pequenos, mas vão se acumulando. Formam ambientes mais seguros, relações mais honestas, pessoas mais inteiras e interessantes.

E há algo bonito nisso: a gentileza volta. Não necessariamente de quem você foi gentil, mas ela circula. Cria uma cultura. Vai moldando, aos poucos, quem somos e como somos percebidos pelo mundo lá fora.

Aqui na escola, estamos em pleno processo de nos tornar quem seremos. Que parte desse processo inclua aprender a parar, olhar ao redor e perguntar: o que eu posso oferecer ao outro hoje? Não precisa ser muito. Às vezes, é só um gesto. Às vezes, é apenas estar presente.

E se começarmos por aqui — por esses corredores, essas salas, esse pátio — talvez a gentileza que hoje parece invisível vá se tornando, aos poucos, o que de mais visível há em nós.

Sintam-se todos abraçados!

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